Exclusivo: Mulheres presas por desvios de dinheiro da Saúde estão tendo regalias na penitenciária de Pedrinhas

Elas passaram poucas horas no Centro de Triagem do Complexo Presidiário de Pedrinhas, logo foram transferidas para o alojamento onde ficam as presas que estão no período final de gestação ou amentando seus bebês. Assim que as três (Rosângela Curado, Flávia Geórgia Borges Gomes e Ideide Lopes de Azevedo Silva) foram transferidas, trataram de colocar um ar condicionado por causa do calor.
As regalias oferecidas seriam em atendimento aos pedidos feitos pela ex-secretária adjunta da Saúde, Rosângela Curado (na foto ao lado com Flávio Dino), considerada pela Polícia Federal como a principal cabeça do esquema que desviou R$ 18 milhões de verbas federais destinadas para a SES no Maranhão entre 2015 a 2017.
Coincidência ou não, mas ontem um advogado revelou ao blog do jornalista Gláucio Ericeira, reproduzido aqui, que Curado não ficaria sozinha respondendo por tudo. Foi bem aí o recado que mexeu com a Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão no oferecimento de vantagens que outras presas por crimes menores não têm.
Além disso, outro fato chama a atenção: grandes empresários, prefeitos, prefeitas, tiveram suas fotos vazadas quando estiveram no Centro de Triagem, mas as que foram presas na operação Pegadores estariam sendo protegidas para que as fotos com as fardas não sejam divulgadas.

A burrice política de Flávio Dino trouxe Roseana de volta e ainda fortaleceu Sarney

A inabilidade política de Flávio Dino serviu para trazer Roseana ao cenário da disputa ao cargo de governador em 2018 e ainda fez de Sarney o homem  mais forte da República, o dono da Federal. Tem prefeito agora que anda se cagando de medo de dizer não para a ex-governadora e ousar não beijar as mãos do ex-presidente da República.
Roseana estava morando na Flórida  com a família. O marido Jorge Murad queria distancia do Maranhão. Preferia fumar o charuto cubano nos EUA a ter que ficar ouvindo fofocas tupiniquins.
As empregadas do casal até fizeram curso intensivos de inglês e as netas também. Os maiores  adversários eram apenas os barulhos de prováveis furacões. Mas eis que apareceu em cena um inimigo devastador, pior que o Irma. Mas não era veloz, sim lento, um paquiderme.
A ex-governadora voltou às pressas para responder ações de improbidades na Justiça motivadas por denúncias do governo de Flávio Dino. A vontade de colocá-la na cadeia nunca parou. A cada 10 palavras do governador 20 eram lembrando o nome dela. Das 50 tuitadas, 100 só falando da oligarquia. São três anos de propaganda direta. E Roseana foi se acostumando e dizendo: falem mal de mim, mas falem. E assim trouxeram a mulher para o ringue, agora com chances de vencer.


Para piorar a situação, a imbecilidade de querer se defender das falcatruas de seu governo atacando a Polícia Federal e tentando desmoralizar a operação “Pegadores”. As investigações, como atesta a operação, começaram em 2015 e desde novembro de 2016 era pra ter sido deflagrada. Mais um ano se passou (2017) e novas descobertas de ilícitos praticados pelo grupo de Flávio Dino, resultando no desvio de R$ 18 milhões da Saúde do Maranhão.


Os comunistas insistem em dizer que Sarney foi que ordenou a operação por causa da troca de comando na direção geral da PF. Dois anos antes não houve a mudança de comando. Então, a turma de Flávio Dino insiste em espalhar que Sarney manda na PF, p que acaba sendo um insulto para uma instituição mais série do pais.


Aquele medo antigo de que ninguém poderia se voltar contra o velho oligarca voltou. A agenda dele tem recebido pedidos de audiências de prefeitos e empresários maranhenses. Sarney começou a amedrontar. Roseana surfa na onda e aproveita o momento para se firmar.


E de quem é a culpa? Com certeza não é de Sarney e muito menos da Polícia Federal.



EXCLUSIVO! Imagens mostram Dr. Mariano com uniforme de presidiário

Médico Mariano de Castro Silva em Pedrinhas
                                         Médico Mariano de Castro Silva em Pedrinhas
Blog do Luís Pablo divulga abaixo imagens exclusivas do médico Mariano de Castro Silva, que foi preso na quinta-feira, 16, durante a Operação Pegadores da Polícia Federal, por corrupção na Secretaria de Saúde do Maranhão.
Dr. Mariano aparece com uniforme dos detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Na imagem, o médico está na posição clássica em que os presos ficam ao registrarem a entrada na unidade.
Médico Mariano de Castro Silva em Pedrinhas

NA CADEIA! O nome que Flávio Dino defendeu para chefiar a rede de Saúde

Luiz Júnior de Coroatá-MA em Pedrinhas
                                                      Luiz Júnior de Coroatá-MA em Pedrinhas
A imagem acima é de Luiz Marques Barbosa Júnior, mais conhecido como Luiz Júnior, que foi no governo Flávio Dino o chefe da Superintendência de Acompanhamento a Rede de Serviço, divisão da Secretaria de Saúde do Maranhão, responsável pelas tratativas com as entidades do Terceiro Setor e responsável pela gestão das Unidades Hospitalares.
Luiz Júnior foi um dos alvos da Operação Pegadores, da Polícia Federal, deflagrada na quinta-feira, dia 16. Ele é acusado de roubar dinheiro público e está preso em Pedrinhas.
Mesmo condenado pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver mais de R$ 7 milhões e ainda a pagar multa de R$ 700 mil por causa das irregularidades constatadas sob o comando da saúde municipal de Coroatá-MA, Luiz Júnior ainda teve seu nome defendido pelo próprio governador Flávio Dino para continuar chefiando a rede estadual de Saúde do Maranhão.

Márcio Jerry culpa governo Roseana, mas PF diz que sua cunhada “controlava pagamentos ilícitos investigados”

Márcio Jerry e a cunhada Jane Rodrigues
                                                         Márcio Jerry e a cunhada Jane Rodrigues
A técnica de enfermagem Lenijane Rodrigues da Silva Lima, lotada no cargo de assessora técnica da Subsecretaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), está enrolada até o pescoço no “esquemão da saúde”, que foi desbaratinado pela Polícia Federal.
Jane, como é mais conhecida, é cunhada do poderoso secretário Márcio Jerry. Ela é mulher de Silas Saraiva Barroso, irmão caçula de Jerry.
O casal foi empregado no governo Flávio Dino sem a realização de concurso público. Silas foi nomeado como assessor especial III na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).
A cunhada de Márcio Jerry é apontada pela federal como uma das integrantes da organização criminosa (Orcrim) responsável pelo desvio de mais de R$ 18 milhões da saúde pública do Maranhão, entre os anos de 2015 e 2017.
Documentos da PF obtidos pelo Blog do Luís Pablo, mostram que Jane Rodrigues “controlava o envio das listas de pagamentos de pessoal que permitia a consumação dos pagamentos ilícitos investigados.”
O que a Polícia Federal diz em seu inquérito desmonta as declarações de Márcio Jerry e do governador Flávio Dino, que usam suas redes sociais para acusarem somente o governo Roseana Sarney pela roubalheira na saúde, quando, na verdade, todos são alvos da federal.
Abaixo documento da PF falando da cunhada de Jerry:

Juiz Responsável Pela Lava Jato No Rio Conta: “Cabral Me Olhou Nos Olhos, Como Se Dissesse ‘Sei Onde Você Mora’

O juiz Marcelo Bretas chegou à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro em abril de 2015, disposto a enfrentar a corrupção e crimes do colarinho branco, especialidade do seu tribunal. Pediu transferência para a capital fluminense depois de ficar inspirado a trabalhar contra esse tipo de crime quando assistia pela televisão ao julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Desde que veio ao Rio, suas decisões não foram bem recebidas por aqueles que acreditaram que a impunidade duraria para sempre e que agora acabaram presos por esse juiz empenhado em limpar as sujeiras do sistema. A vida de Bretas (Nilópolis, 1970) sofreu uma mudança radical. As ameaças de morte o obrigam a viver sob proteção policial dia e noite, e ele perdeu a liberdade do cidadão comum. Bretas, que viajou à Alemanha convidado pelo Governo de Berlim para trocar experiências de luta contra a corrupção, acredita que no Brasil nasceu “uma nova forma de se fazer justiça”, com mais imparcialidade, “doa a quem doer”. Nesta entrevista ao EL PAÍS, Bretas também revela como interpretou as declarações do ex-governador Sérgio Cabral sobre sua família em uma audiência, que motivaram a transferência de Cabral para um presídio de segurança máxima que depois foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. “Ele me olhou nos olhos, como se dissesse ‘sei onde você mora’. Entendi que estava tentando descobrir mais sobre minha família”, afirmou o magistrado.
Pergunta. As notícias que chegam do Brasil pintam um país carcomido pela corrupção, mas também falam de juízes de destaque como o senhor. Que lições elas trazem para os alemães?
Resposta. Há muita curiosidade por saber como é o trabalho judicial nesses tempos em que no Brasil temos uma situação atípica, com pessoas e autoridades do Governo que exercem o poder e que estão sendo investigadas.
P. Acha que já descobriu o grosso da trama de corrupção ou isso é só a ponta do iceberg?
R. A Lava Jato não é um conjunto de investigações, é uma nova forma de se fazer justiça e de combater a corrupção. A Lava Jato é eterna. É operada com um novo padrão, de julgamentos mais rápidos, profundos e imparciais, em que não importa quem esteja envolvido. Doa a quem doer. É uma nova era da Justiça brasileira com profissionais envolvidos 24 horas por dia.
P. Hoje existe mais corrupção ou ela vem mais a público?
R. A percepção da corrupção é maior, as pessoas estão mais descontentes com a corrupção, e os juízes e os investigadores têm maior sensibilidade às demandas da sociedade, à indignação da população. Nosso trabalho agora é mais cansativo e mais perigoso porque, quando falamos de corrupção, falamos de pessoas com autoridade, de políticos envolvidos em crimes, que têm seus contatos com autoridades, com a polícia. Nesse terreno é preciso ter um cuidado extraordinário.
P. O senhor foi ameaçado. Quem o quer morto?
R. Existem muitas pessoas prejudicadas com todas essas mudanças feitas pelas investigações, mas não posso apontar ninguém concretamente porque estaria cometendo uma injustiça. A imprensa brasileira publicou que eu estaria sendo vítima de uma investigação extraoficial.
P. Dizem que foi ordenada pelo ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, a quem o senhor enviou à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.
R. Não posso confirmar porque existiram várias ameaças de morte a mim e à minha família. Não posso dar mais detalhes porque existem investigações abertas, mas digo que vivo com proteção policial no Rio e também quando viajo a outras cidades. Tenho proteção também em minha casa. Nossa vida [a de sua família] mudou muito. Eu não tenho liberdade para andar pela rua.
P. Como foi possível que a trama corrupta tenha alcançado semelhante profundidade?
R. Nem todos os partidos e nem todos os políticos são corruptos, mas acho que a impunidade foi a principal causa por estarmos assim hoje. Acho que alguns dos acusados pensaram durante anos que não seriam descobertos. Por isso, se a Justiça age com firmeza agora, existirão gestores públicos melhores, porque é possível que agora um político talvez pense duas vezes antes de agir. A firmeza pode ter um efeito positivo e educacional.
P. O senhor é acusado de exercer uma justiça exemplar muito dura, de prender preventivamente pessoas que poderiam estar livres à espera de julgamento.
R. Quando se investigam organizações criminosas, não é possível ter todo o quadro pintado desde o princípio. Não sabemos quem são os cúmplices. Os esquemas criminosos que vimos são muito grandes, envolvem muitas pessoas e movimentam grandes quantidades de dinheiro. É preciso tomar cuidado, porque em muitos casos a prisão é importante para que não destruam provas nem entrem em contato com pessoas do Governo. Além disso, é importante retirar os corruptos do mundo político, não devem existir segundas oportunidades.
P. Sua decisão de enviar Cabral a uma das temidas prisões federais foi especialmente polêmica.
R. Não o fiz porque me sentisse ameaçado, como foi dito, mas porque na prisão de Benfica ele estava recebendo informação que não deveria. No julgamento falou da loja de bijuterias do meu pai, e isso era algo conhecido pela imprensa, mas depois falou mais, e disse que era informação que havia recebido. Ele me olhou nos olhos, como se dissesse “sei onde você mora”. Entendi que estava tentando descobrir mais sobre minha família. Decidi que seria transferido. Em Benfica estava aparentemente recebendo benefícios irregulares. Apareceu na cadeia, por exemplo, uma televisão de 65 polegadas de uma suposta doação. Não podemos nos esquecer que o ex-governador Sérgio Cabral agiu ativamente para que o atual governador do Rio fosse eleito. Isso talvez também justifique sua transferência a outro Estado.
P. Até que ponto a escolha do Rio como cidade-sede das Olimpíadas foi resultado de suborno?
R. Existe a suspeita de um vínculo entre a escolha da cidade e a construção do metrô, os estádios olímpicos… de que as construtoras eram escolhidas caso pagassem chantagens indevidas. Existe uma suspeita de forte ligação entre a escolha e a corrupção das construtoras.
P. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou em uma entrevista ao EL PAÍS de que não se trata somente de mudar as instituições, mas a cultura de privilégios. Concorda?
R. Sim, por um lado está a corrupção que afeta um caso concreto, quando uma pessoa suborna um fiscal ou um policial. Mas por outro está a corrupção sistêmica e governamental, que causa danos muito maiores porque afeta um número muito maior de pessoas, ou seja, todos os que dependem do sistema público de saúde, de mobilidade urbana, de segurança. A base da pirâmide social é a mais afetada pela corrupção política. Além disso, a cultura da corrupção é disseminada em toda a sociedade, porque se um médico precisa pagar subornos para obter uma licença para seu consultório, esse médico por sua vez se sentirá legitimado a também pedir subornos. Mas, além disso, há uma dimensão muito importante que é quando a cúpula é corrupta, isso faz com que os escalões seguintes se corrompam porque o chefe corrupto não pode fiscalizar os subordinados e lhes permite que tenham sua própria rede. Para que o sistema se mantenha por tantos anos, é preciso que algumas estruturas apoiem e protejam as demais para poder se perpetuar no tempo.
P. O senhor é uma pessoa muito religiosa, que frequentemente cita passagens bíblicas em suas sentenças. Qual é o papel de Deus na justiça dos homens?
R. Eu cito princípios e provérbios que têm uma origem histórica. Posso citar o rei Salomão, mas nunca citarei o arcanjo Gabriel. Eu respeito as pessoas que não acreditam no que eu acredito. Disse a Cabral que Jesus nos ensinou a perdoar os que nos ofendem, e não vejo nenhum problema nisso.
P. Há certa percepção de que o senhor tem um inimigo no Supremo, Gilmar Mendes, inclinado a revogar suas decisões como a de enviar Cabral a um presídio federal.
R. Não tenho nenhum problema com ele. Minhas decisões não são necessariamente perfeitas. Um juiz precisa aceitar com naturalidade decisões diferentes das suas, especialmente se forem imparciais.
P. E as de Gilmar Mendes são imparciais?
R. Prefiro não responder a essa pergunta. Eu devo respeitar e obedecer. Se admiro pessoalmente a uns e outros é outra questão.

Prisão De Empresário Pode Levar Lula A Envolvimento Em Crime Bárbaro

Também foram alvos da PF, o ex-vereador de Santo André, André Klinger Oliveira Sousa, o empresário Humberto Tarcísio de Castro e o funcionário de uma empresa que recebia propina, Luis Marcondes de Fretas Junior.
Envolvimento de Lula
Diante da prisão de Ronan Maria, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se dar mal com isso . Basta o empresário decidir fazer uma delação e contar tudo o que sabe.
Conforme relatos do acordo de colaboração do publicitário Marcos Valério, que não foi ainda aceito pelo Ministério Público Federal (MPF), o prefeito assassinado tinha em mãos um dossiê que comprovava detalhes de petistas envolvidos com o crime organizado. Esse dossiê seria entregue para a PF.
Em 2012, Marcos Valério prestou depoimento e afirmou que um secretário-geral do PT falou para ele que o ex-presidente #Lula estaria sendo chantageado por Ronan. O empresário que foi preso queria R$ 6 milhões de Lula para não dar informações sobre o crime que matou o prefeito Celso Daniel. Segundo o publicitário, estariam envolvidos no assassinato do prefeito, além de Lula, o ex-ministro José Dirceu e o assessor particular Gilberto Carvalho.
Durante uma conversa com a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), Valério teria dito que Ronan Maria iria acusar Lula como o mentor do assassinato do prefeito e ele garantia ter as provas suficientes.
Segundo a deputada, o juiz federal Sérgio Moro recebeu um dossiê do assassinato do prefeito. Moro teria ordenado a prisão do empresário, mas seus advogados tinham recorrido e conseguiram aval da Justiça. Ronan chegou a receber R$ 6 milhões do amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, através do banco Schahin.
Investigações
A promotoria sustenta que Celso Daniel foi morto por uma trama do seu próprio partido. Ele poderia saber de muita coisa e não ter aceitado participar do esquema fraudulento. O PT nega.
Na época, o envolvimento do ex-ministro José Dirceu no caso, foi ignorado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)]. O ex-ministro Nelson Jobin vetou um pedido da Procuradoria-Geral da República de investigar o petista.
Lula, Dirceu e outros integrantes do PT devem estar corroendo as unhas com a prisão do empresário. #Corrupção
Por; Juliano

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