“Nosso adversário são os problemas do Maranhão”, foi assim que Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato ao governo do estado apoiado pelas forças de oposição ao grupo Sarney, definiu a mudança de pré-candidato da família Sarney. Na semana passada, o ex-secretário de Infraestrutura do governo Roseana Sarney desistiu da disputa e quem passou a figurar como pré-candidato do PMDB foi o suplente de senador, Edison Lobão Filho.
A semana foi de grande alvoroço na classe política, em busca de se reposicionar com as mudanças acontecidas no seio da família Sarney. Luís Fernando e Roseana Sarney anunciaram que não seriam candidato a nenhum cargo em outubro. Com isso, o pré-candidato encontrado às vésperas das eleições pelo grupo Sarney foi o filho de Edison Lobão.
Uma das lideranças mais procuradas para comentar o assunto foi o pré-candidato da oposição, que continua na dianteira das pesquisas de intenções de voto. Flávio Dino preferiu dar poucas declarações sobre o assunto, mas foi enfático ao afirmar que, qualquer que fosse o candidato escolhido pelo grupo Sarney, traria consigo o desgaste após 50 anos de governo do mesmo grupo.
Em São Luís, Dino participou de encontro com militantes e dirigentes do PDT, na última quinta. Perguntado pelos repórteres presentes na cerimônia, Dino afirmou: “Não muda em nada o nosso esforço pela união em torno de nosso estado, pois os nossos verdadeiros adversários são os problemas do Maranhão”.
Por outro lado, partidos e lideranças se reposicionam e se preparam para a disputa. Na terça-feira, PPS e PSDB liderados pelos deputados Eliziane Gama e Carlos Brandão, respectivamente, afirmaram que não há possibilidade de ambos os partidos em apoiar o PMDB e que querem a união das oposições sob candidaturas únicas ao governo e ao senado. Para tanto, colocaram como condição a rediscussão da chapa majoritária. Analistas apontam que esse seria um aceno ao apoio a Flávio Dino.
Com a consolidação das candidaturas de Flávio Dino a governador e Roberto Rocha a senador, os partidos de oposição devem caminhar para definir os postos de vice-governador e suplentes ao senado. Além do PCdoB e PSB, já declararam apoio e acompanham Flávio Dino no movimento Diálogos pelo Maranhão o PDT, PTC, PP, PROS e SDD. Presidentes municipais e lideranças regionais de outras siglas também têm comparecido aos eventos coordenados por Flávio Dino.
De acordo com a assessoria do PCdoB, Flávio Dino recebeu dezenas de lideranças esta semana, declarando apoio ao pré-candidato do partido. Desde que deixou a Embratur em março, Flávio Dino tem se dedicado ao trabalho como professor de Direito da Universidade Federal do Maranhão e a fortalecer sua pré-candidatura através de diálogos com partidos e grandes lideranças de todos os municípios. Hoje, o pré-candidato do partido esteve em grande ato político promovido por várias lideranças do PT – que defendem o fim da aliança com o PMDB e o apoio à candidatura de Dino.
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“Nosso princípio é oferecer projeto” para o MA, diz Flávio Dino sobre alianças
Líder nas pesquisas divulgadas até então e considerado favorito para a eleição de governador, Flávio Dino busca conduzir com tranquilidade o processo final de montagem de sua chapa majoritária. Diz desconhecer ameaças do PDT e PSDB, quanto à exigência da vaga de ice-governador para ter o apoio declarado.
Flavio Dino com Dilma 450x300 “Nosso princípio é oferecer projeto” para o MA, diz Flávio Dino sobre aliançasVeja mais detalhes da entrevista concedida por Dino ao jornal O Imparcial neste domingo:
1- Flávio, o senhor é líder nas pesquisas e o grupo adversário no momento ainda nem possui candidato. Como não entrar no clima de “já ganhou”?
Ninguém ganha eleição por antecipação. Encaro a liderança das pesquisas com os dois pés bem firmes no chão. Agradeço muito a confiança que a população deposita em nossa pré-candidatura. Nós vamos trabalhar muito até outubro para manter esse grande apoio à ideia de um novo ciclo político no Maranhão.
2- Sobre a vaga de vice-governador. PDT, PSDB e Solidariedade, qual partido irá indicar o nome? E quando será este anúncio?
Estamos construindo esse processo, com prudência e respeito aos pleitos dos vários partidos, todos absolutamente legítimos. Acharemos uma solução democrática, assim como fizemos em relação ao Senado, com a pré-candidatura de Roberto Rocha. Diálogo é a marca da nova política que queremos fazer no Maranhão. Temos um prazo legal para isso, que são as convenções, e o tempo próprio da política, que pode amadurecer essa decisão antes disso.
3- O PDT e PSDB ameaçam romper, caso não sejam os escolhidos. O que será feito para mantê-los unidos em torno de sua candidatura?
Desconheço tais “ameaças”, pelo contrário: os dirigentes desses partidos tem muita maturidade para conversarem com todos, e assim tem sido feito. Quem está em crise no Maranhão não é o campo da oposição, que já conseguiu construir consenso em torno de dois postos importantes na chapa. Tenho confiança de que o sentido de responsabilidade de todos com o Maranhão vai prevalecer e vamos construir uma solução madura para essa disputa.
4- E o senhor ainda deseja o apoio do PT? Se sim, onde o senhor acomodaria esse partido?
Desejamos o apoio de todos os partidos que queiram somar-se a esse processo cujo grande construtor é o povo do Maranhão. Isso inclui o PT, lógico, até porque suas bases sempre estiveram ao nosso lado. Mas o nosso princípio para fazer aliança não é oferecer cargos, é oferecer um projeto. A decisão do PT vir conosco depende disso, de uma opção deles em integrar esse grande partido maior que cada um de nós, o partido do Maranhão. Faço novamente o convite público para que o PT e os petistas nos ajudem nessa caminhada.
5- O senhor é apoiado pelo Eduardo Campos e pode receber a adesão do Aécio Neves. Mas mesmo assim ainda existe a possibilidade do senhor de pedir votos para a presidente Dilma?
Nossa aliança tem partidos que apoiam os três presidenciáveis. Isso é absolutamente natural e não há nenhum problema. Foi com uma aliança assim, em que forças nacionais concorrentes se uniram no plano estadual, que o Acre derrotou a sua oligarquia e iniciou uma nova etapa na sua história. Queremos unir forças em nome do Maranhão, não em torno de pessoas.
6- Sendo eleito governador e havendo reeleição da presidente Dilma, como será a relação do estado com o governo federal?
Qualquer que seja o próximo presidente da República, teremos uma relação de colaboração para retirar nosso Estado da situação de injustiças sociais em que se encontra. O fato de ter exercido funções de âmbito nacional, nos 3 Poderes, me permitiu ter condições de dialogar e trabalhar com quem quer que seja o próximo Presidente. Hoje, o Brasil inteiro torce pelo Maranhão, torce pela mudança, e por isso tantas forças se encontram junto conosco. A derrota do grupo dominante é uma virada de página necessária para o nosso Estado, e também um sinal de que a velha política, do clientelismo e do coronelismo, perde força no Brasil inteiro. Precisamos derrotar as perseguições e chantagens como métodos de acao politica.
7- Com quantos prefeitos espera contar na sua campanha para governador?
Serão dezenas e a cada dia são mais. Nossos apoios entre as lideranças municipalistas aumentam a cada dia. Sou representante da causa municipalista, de um governo descentralizado e participativo. Porém, o mais importante não é saber com quantos eu vou contar para vencer a eleição, e sim assegurar a todos os prefeitos que, se nós vencermos o pleito, eles contarão com o apoio e o respeito do governador e do governo, independentemente de preferências partidárias. Nós queremos acabar com a prática da perseguição e da exclusão política no Maranhão, pois quando o governo do estado trata mal uma prefeitura porque ela é de oposição, como muitas vezes acontece, ele na verdade está tratando mal o povo da cidade.
8- O sentimento de mudança está contagiando não só a população, mas também a classe política?
Sim, o povo quer transformações, e a força com que ele demonstra esse sentimento ajuda a que muitas lideranças políticas passem a caminhar conosco. Existem muitos maranhenses de bem que já estiveram ao lado do grupo dominante, não cabe a ninguém ser juiz da opção política dos outros. Sabemos que muitas dessas pessoas, sem que isso seja incoerente, estão amadurecendo a ideia de que 50 anos é tempo demais, que o Maranhão precisa do oxigênio da alternância do poder para avançar. E estão vendo que é possível mudar, que chegou a hora, que agora temos força pra vencer as eleições e governar esse estado. Por isso a cada momento as adesões crescem, no povo e na classe política.
9- O senhor fez uma campanha por eleições limpas. Por qual motivo surgiu esse pedido?
Porque nós sabemos que o domínio do grupo político adversário, nesses quase 50 anos, também passou por práticas eleitorais condenáveis. Uso indevido de verbas do governo, eleições duvidosas, compra de votos, mentiras e agressões morais são algumas das práticas com as quais infelizmente o Maranhão tem convivido. Queremos um Maranhão de novas práticas, em que a verdade prevaleça e o debate eleitoral seja feito de forma honesta, transparente e respeitosa.
10- Eleito governador, qual seria sua prioridade número 1?
Nossa prioridade é incentivar a produção no campo e nas cidades, e levar os serviços públicos essenciais a todos os maranhenses. Com isso, vamos alcançar nossa meta que é melhorar os indicadores sociais do Maranhão. Eu acredito no nosso estado, nas suas potencialidades econômicas, na capacidade de nossa gente. Podemos gerar mais riqueza e distribuir seus frutos a todos os maranhenses. Não há nada que nos condene a estar sempre nos últimos lugares em indicadores como saúde, segurança, saneamento, habitação. Eu quero colocar em marcha mudanças na área social que coloquem o Maranhão no mesmo nível dos estados líderes do Brasil.
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Haverá algo de podre no reino do Maranhão?
Vejam quanta coisa esquisita anda acontecendo no Maranhão em relação às eleições de outubro.
Em primeiro lugar, o candidato dos Sarney à sucessão da governadora Roseana Sarney (PMDB), o ex-secretário estadual de Infraestrutura, Luiz Fernando Silva, escolhido há meses pelo próprio senador José Sarney (PMDB-AP) e apoiado pela presidente Dilma e por Lula, decide desistir de concorrer. Seu substituto, escolhido pelo clã, será o senador Lobão Filho (PMDB-MA), que na verdade é apenas o suplente em exercício do próprio pai, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Lobão Filho jamais teve um único voto na vida — os primeiros, disputará agora. Ganhou de papai, de graça, uma cadeira no Senado da República, que já exerceu por mais de dois anos na legislatura passada, quando Edison Lobão foi ministro de Lula, e por outro ano e quatro meses na atual legislatura, período em que o genitor voltou ao cargo no governo Dilma. Tudo graças à legislação imoral que permite aos candidatos ao Senado indicarem, como suplentes, a mulher, o marido, o pai, o irmão, o tio ou outros parentes, sem contar as indicações de financiadores de campanha, ricaços que na prática compram pedaços de mandato. Um candidato escolhido há meses, que já estava em virtual campanha por todo o Estado, substituído por um noviço nas urnas? Hmmmm…. Mas tem mais: candidata tida como certa ao Senado, a governadora Roseana Sarney, na reta final, desistiu da corrida, anunciando que permanecerá no Palácio dos Leões até o final de seu mandato, a 1º de janeiro de 2015. Era tida como eleita, e importante para compor a base do governo Dilma no Senado, caso a presidente se reeleja em outubro. Isso tudo num cenário em que o candidato que até agora lidera disparado as pesquisas de intenção de voto, Flávio Dino, ex-deputado do PCdoB — que, curiosamente, NÃO é apoiado pelos tradicionais aliados do PT — deixa claro que não estará com Dilma na campanha e já fechou acordo para ter, em seu palanque, os dois principais adversários da presidente: Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB. Haverá algo de podre no meio século de domínio quase ininterrupto do clã Sarney no Estado que está sempre disputando o campeonato dos piores indicadores de desenvolvimento humano do país? Algo assim como uma derrota eleitoral à vista? fonte http://www.marrapa.com/NOITES SEM DORMIR, MUITAS PREOCUPAÇÕES!
Com muitas preocupações, dores na cabeça e por todo o resto do corpo, a Governadora Roseana não sabe sabe mais quem apoiar pra ser seu sucessor, começou com Luis Fernando
Sem obter o êxito almejado, sem que ele conseguisse satisfazer os eleitores, mudou e colocou o Senador Edinho Lobão,
Agora, tendo em vista a não aceitação do mesmo pelos maranhense conscientes, ele mesmo já fala em uma possível candidatura de Dr. João Alberto ou quem sabe ate mesmo Dr. Gastão Vieira, mas por outro lado, aianda tem o Presidente da Assembléia, Dr. Arnaldo Melo com pre3tensões de conccorrer ao cargo. o Certo, é que o nosso candidato
Flávio Dino dispara e segue em frente com as mesmas caracteríscas do começo de sua candidatura, não obstante, não poderemos dizer GANHAMOS A ELEIÇÃO, pelo contrário, vaamos à luta e buscando sempre mais apoio de lideranças em nosso Estado. Sem a menor sombra de dúvidas, assim como Dr. Flávio Dino, Dr. Levi Pontes
também será eleito e juntos
farão um Maranhão muito melhor para todos. Nós
contribuintes para essa renovação, estaremos atentos e juntos lutaremos para a concretização de nossa vitória!
também será eleito em nossa região
DÚVIDAS, PERGUNTAS E SUSPEIÇÃO NO AR, O QUE ACONTECERÁ COM ESSE CONCURSO?
EU FALEI ANTES, QUEM NÃO DEVE NÃO TEME, PORTANTO, AS PESSOAS QUE OBTIVERAM ÊXITOS POR MÉRITOS PRÓPRIOS, NÃO PRECISAM TEMER NADA, PROVEM A CAPACIDADE SE POR VENTURA VIER A SER ANULADO, PASSEM NOVAMENTE E MOSTREM COMPETÊNCIA, AGORA VOLTO A REPETIR, QUEM DEVE SATISFAÇÕES É A INSTITUIÇÃO E NÃO A PREFEITA!
Roseana Sarney perde prazo para se explicar e impeachment pode ser reaberto
A governadora Roseana Sarney (PMDB) ignorou a solicitação de informações do Tribunal de Justiça do Maranhão referente ao pedido de impeachment apresentado à Assembleia Legislativa do Maranhão, em janeiro, pelo Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (Cadhu).
As informações serviriam para embasar a decisão do tribunal a respeito do mandado de segurança com pedido de liminar impetrado contra o presidente do legislativo, deputado Arnaldo Melo (PMDB), que arquivou arbitrariamente o processo de afastamento da governadora sem submetê-lo ao plenário, conforme estabelece a constituição estadual.
Apostando, talvez, na desincompatibilização do governo para concorrer a vaga no Senado Federal, o que tornaria o processo nulo, Roseana perdeu o prazo de dez dias para apresentar suas justificativas para o caos no sistema penitenciário do Maranhão.
A governadora é acusada pelo coletivo de advogados de ser omissa diante da grave crise prisional no estado, que culminou na morte de 62 presos, além de ataques a ônibus e delegacias, mortes de civis e execução de policiais.
De acordo com a secretária geral do TJ, até o último dia 31 de março, “não houve qualquer manifestação por parte da GOVERNADORA DO ESTADO DO MARANHÃO, bem como do ESTADO DO MARANHÃO, embora devidamente citados para, querendo, ingressarem no feito na qualidade de litisconsortes passivos, conforme se verifica pelos Mandados de Citação, devidamente cumpridos, juntados às fls. 232/235 dos autos”.
O processo encontra-se concluso e aguarda apenas a deliberação do desembargador Cleones Cunha.
Caso o magistrado decida pela liminar, o pedido de impeachment será submetido ao plenário da Assembleia, e, mais uma vez, o futuro político de Roseana Sarney estará mãos de Arnaldo Melo.
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“A primeira coisa que farei se obtiver a vitória nas urnas será implodir Pedrinhas”, diz Edinho Lobão
A primeira prioridade do pré-candidato Edinho Lobão, caso seja eleito governador do Maranhão, será implodir Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís-MA.
Edinho pretende demolir todos os presídios dentro do Complexo de Pedrinhas e transferir os presos para unidades agrícolas, afastadas dos centros urbanos.
“A primeira coisa que farei se obtiver a vitória nas urnas será implodir Pedrinhas. Vou derrubar tudo e transferir os presos para unidades agrícolas afastadas dos centros urbanos, onde os detentos terão de trabalhar, se ocupar para pagar sua estadia na prisão. A cadeia não pode continuar sendo um depósito de seres humanos, como é no Maranhão e em vários estados brasileiros”, disse Edinho Lobão em entrevista ao Jornal Pequeno ontem (9).
No início deste ano, quando os senadores que integram a Comissão de Direitos Humanos do Senado vieram visitar o Complexo de Pedrinhas, Lobão Filho criticou a atuação da comissão e disse que “a prioridade deveria ser a preocupação com os direitos humanos das vítimas – como a menina Ana Clara, que morreu após incêndio de um ônibus na capital maranhense, e em seguida com os policiais – que são agredidos durante as ações criminosas dentro e fora do presídio, e só por último dos presos”.
Para Edinho Lobão, “é um equívoco priorizar direitos humanos de preso”.
fonte http://www.luiscardoso.com.br/
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